segunda-feira, 29 de junho de 2009

III Semana de Pesquisa em Artes

III Semana de Pesquisa em Artes
Instituto de Artes – UERJ
Rio de Janeiro, 10 a 13 de novembro

Estão abertas as inscrições de propostas de comunicações para a III Semana de Pesquisa em Artes do Instituto de Artes da UERJ, de 1º de junho a 17 de julho de 2009.

Podem participar estudantes de graduação e de pós-graduação de instituições de ensino superior de todo o Brasil, com pesquisas na área de Artes e Cultura.

Haverá publicação eletrônica do Caderno de Resumos e dos Anais do evento.

A III Semana de Pesquisa em Artes será aberta a ouvintes.

Maiores informações podem ser obtidas no Edital da III Semana de Pesquisa em Artes, disponível no site www.ppgartes.uerj.br/spa.

domingo, 28 de junho de 2009

REUNIÃO DEPARTAMENTAL QUA 01/07/2009

A chefia do Depto. de Artes e Design convida todos os professores para a próxima reunião departamental, dia 01 de julho de 2009, quarta-feira, às 14h, na sala 203 do IAD. Pauta: eleição para chefia do departamento. Atenciosamente,

Alfredo Suppia

quarta-feira, 24 de junho de 2009

AVALIAÇÃO DOCENTE

Da Chefia do Departamento de Artes e Design

Aos Docentes do IAD


Buscando atender a necessidade de avaliação do Projeto Pedagógico do Bacharelado Interdisciplinar em Artes e Design e a avaliação de professores em período de estágio probatório, o Departamento de Artes e Design em conjunto com as coordenações de curso, irá proceder a avaliação de disciplinas e professores durante a próxima semana (29/06 a 03/07/2009).
Esta avaliação será feita pelos discentes através de formulário próprio, com o acompanhamento de alunos designados para tal e das coordenações dos cursos de Artes e Bacharelado Interdisciplinar em Artes e Design.
Neste sentido, solicitamos que os professores ao receberem as comissões nos horários de suas respectivas disciplinas, contribuam para a eficiência do processo cedendo um tempo pequeno de suas aulas.
Os professores substitutos também serão avaliados bem como as disciplinas e professores que estão trabalhando exclusivamente para o Curso de Artes.
Antes da avaliação, os formulários que serão aplicados deverão ser rubricados pelo professor da disciplina, bem como por um membro da comissão de acompanhamento. Depois de preenchidos pelos alunos, os formulários serão colocados em envelopes que serão lacrados e também rubricados pelo professor e membro da comissão de acompanhamento.

Cordialmente,


Alfredo Luis Paes de Oliveira Suppia
Chefe Departamento de Artes e Design

segunda-feira, 22 de junho de 2009

I SIPAD: PROGRAMA DEFINITIVO

ATENÇÃO:
segue abaixo a programação definitiva do I SIPAD. Por favor desconsiderem as postagens anteriores. Esta mesma programação definitiva encontra-se impressa e afixada nas dependências do IAD, para consulta dos participantes. Peço especial atenção por parte daqueles que apresentarão pôsteres ou painéis, pois houve alteração significativa de horários nessa modalidade. Os pôsteres deverão ser instalados amanhã na sala 106 do IAD, a partir das 8h30. Qualquer dúvida por favor procurem por mim ou pelo Prof. João Queiroz. Atenciosamente,

Alfredo Suppia

I SIPAD
programa

GT ARTES [COMUNICAÇÕES]
Coordenação: Raquel Quinet Pífano

23 de junho de 2009
14h – 15h30
Sala 201

À Margem: literatura periférica
Afonso Celso Carvalho Rodrigues (mediação)

Políticas Visuais nos Quadrinhos
Christiano Landau de Carvalho Hilgemberg

O graffiti Hip Hop e a mulher: a singularidade como significância
Priscilla D. G. de Paula

16h -17h30
Sala 203

Verme Verso – Presente Ausente
Rafael Ribeiro (mediação)

Hiperrealismo: temporalidade e poética
Luiza Faria Rodrigues

O mundo sobre nossas cabeças
Alessandra Fonseca Braga da Cunha

24 de junho de 2009
11h-12h30
Sala 201

Objetos Imaturos, um deslocamento em percurso
Ricardo Cristofaro (mediação)

Intervalo de 7
Raíssa Moraes

Luz e Grafia
Ana Emília da Costa Silva

14h – 15h30
Sala 105

A Retórica na Arte e Música Colonial Brasileira.
Clara Habib de Sallles Abreu (mediação)

O artista colonial: entre a cópia e a invenção
Bruno Gomes de Almeida

O reconhecimento liberal do Artista
Poliana Vieira Côrtes

16h-17h30
Sala 203

Invenção e “inspiração” no universo artístico colonial
Raquel Quinet Pífano (mediação)

Uma possível História do Curso de Artes na UFJF
Rebeca Tamar da Silva

Pintura de História nas mãos de Antônio Parreiras
Marcillene Ladeira

GT ARTES [ABERTURA DO EVENTO] [pôsteres]

23 de junho de 2009
9h
Sala 106

Pôster e obra: Rio de Cores e Formas
Thaís Corrêa da Costa

Tatuagem e graffite
Breno Bitarello Sad e Frederico Lopes Rabelo

Nucleo de quadrinhos IAD-UFJF apresentam Q.I.:Quadrinhos Independentes
Christiano Landau, Erica Carvalho, João Luiz de Souza Miranda, Sara Maria Manso Siqueira e integrantes do núcleo

Simples-mente ambiguidade ii, a redundância
Guilherme Rocha Portes

Fonte de Energia
Marcillene Ladeira

themis
Marcillene Ladeira

O que eu leio?
Marcillene Ladeira

2 sentidos
Priscylla Raiol Frauches (graduanda Artes IAD/ UFJF)

Sobre uma função poética visual e da imagem
Elisiana Frizzoni Candian e João Queiroz

GT ARTE E EDUCAÇÃO
Coordenação: Angela Brandão (mediação)

24 de junho de 2009
14h - 15h 30
Sala 201

A invisibilidade da Dança no ensino de Artes na escola regular
Andiara Barbosa Neder

Projeções para o Ensino
Ana Emília da Costa Silva

Uma visão de moda em Debret
Débora de Oliveira Silva.

16h – 17h30
Sala 201

Aspectos do Ensino das Artes no Brasil nos séculos XVIII e XIX
Angela Brandão (mediação)

Age of Games
Érica Carvalho

Empresa Júnior do IAD
Adriana, Eduardo, Elisiana, Felipe, Joviana e Wanessa

GT DESIGN
Coordenação: João Queiroz (mediação)

24 de junho de 2009
11h-12h30
Sala 203

A construção de uma logomarca.
Julia Möller

Tatuagem e novas aplicações biotecnológicas
Breno Bitarello Sad e João Queiroz

Design Sustentável e Projeto Rondon: cultura e arte em Campos Belos – GO
Flávia de Paiva Paula e Marcelo Carmo Rodrigues

Criatividade --- teorias e modelos
Pedro Atã, Elisiana Frizzoni Candian, Felipe Corrêa, Nicolle Bello

GT IMAGEM E MOVIMENTO
Coordenação: Alfredo Suppia (mediação)

COMUNICAÇÕES

23 de junho de 2009
14h – 15h30
Sala 203

Explorando o realismo no cinema especulativo: um breve exame de Filhos da Esperança
Alfredo Suppia

A arte do Videoclipe
Dayana Aparecida de Souza

O uso do som no cinema fantástico
Pedro Felipe Leite Carcereri

16h – 17h30
Sala 201

Alfredo Suppia (mediação)

Confiança e medo...na(s) Avenida(s) Dropsie
Thiago Berzoini

Técnicas de animação
Cassiel Weitzel de Araújo

Disney e Pixar - Evolução da animação
Gabriel Patrocínio

24 de junho de 2009
14h-15h30
Sala 203

Sobre novas tecnologias em prototipagem
André de Sá Gomes (mediação)

Expressões Artísticas no Mundo dos Games
Gáyan Justo

A Não Interpretação Teatral como Performance Artística
Sara Maria

GT IMAGEM E/EM MOVIMENTO [pôsteres]

Sala 106

Videoinstalação Você é o que você consome
Marina Pereira Romualdo

Mostra Cidades [In]visíveis
Thiago Berzoini

GT MODA [COMUNICAÇÕES]

23 de junho de 2009
14h às 15h30
Sala 105

Para além das amarras: mulher, corpo e roupas (1900-1920)
Samuel Mendes Vieira (mediação)

Planejamento de Coleção Lima da Terra primavera-verão 2008/2009
Angela Furtado Terra

A Estética da Sedução: Darci abi-Nasser e a moda em Juiz de Fora nas décadas de 1970 e 1980
Andrea Carneiro de Andrade

23 de junho de 2009
16h às 17h30
Sala 105

O café e a Moda: Mulheres Capitalistas do Vale Cafeeiro e sua relação com a moda na segunda metade do séculoXIX.
Pedro Luiz Abbud

Anotações sobre Moda e Antropofagia
Rosane Preciosa

GT MODA [pôsteres]
Sala 106

24 de junho de 2009
9h

Ainda há espaço para alfaiates no mundo do pronto para vestir?
Paula Campos de Castro

Urbanóide – o corpo incômodo: o corpo e suas relações com o espaço
Selma Flutt Barbosa

GT Música
Coordenação: Alfredo Suppia

24 de junho de 2009
9h – 10h30
Sala 201

Grupo de Chôro dos alunos do Bacharelado em Música do IAD-UFJF
Ana Paula (Violino), Kamila (Viola), Nina (Flauta), Robert (Violão), Rodrigo (Violão), Daniel (Percussão) Convidado.

Grupo de música Regional dos alunos de Música da UFJF
Adriano (Escaleta), Nina (Flauta), Robert (Violão), Rodrigo (Violão), Priscila (Piano), Yago (Flauta), Daniel (Percussão) Convidado.

Programação definitiva GT MODA

GT MODA
Coordenação: Rosane Preciosa

PÔSTERES

23/6/2009 - 18:00 às 19:00 hs


Ainda há espaço para alfaiates no mundo do pronto para vestir?
Paula Campos de Castro (Pós-graduação em Moda, Cultura de Moda e Arte (IAD/UFJF)
Resumo:
O trabalho tem por objetivo fazer uma reflexão sobre as perspectivas de futuro da alfaiataria. Trata-se de um ligeiro levantamento histórico do ofício ao longo dos anos no mundo. As características e a hierarquia que os alfaiates utilizam para desenvolverem suas tarefas, também foram abordadas. Para situar as condições atuais da profissão no Brasil, buscamos o desenvolvimento da Indústria do Vestuário e a forte influência dos imigrantes europeus no setor.
Urbanóide – o corpo incômodo: o corpo e suas relações com o espaço
Selma Flutt Barbosa (Pós-graduação em Moda, Cultura de Moda e Arte ( IAD/UFJF))
Resumo:

23/6/2009
14:00 às 15:30
Sala a definir
Andrea Carneiro de Andrade (Pós-graduação em Moda, Cultura de Moda e Arte ( IAD/UFJF))
A Estética da Sedução: Darci abi-Nasser e a moda em Juiz de Fora nas décadas de 1970 e 1980
Resumo:
Darci Abi Nasser foi uma personalidade importante na divulgação da moda em Juiz de Fora nas décadas de 1970 e 1980. Pretendemos mostrar como o empresário  ajudou a criar um público de moda, investindo em desfiles ousados e criativos para a época. Também  gostaríamos de levantar a hipótese de que a teatralidade de Darci ,que investia dinheiro do próprio bolso para trazer artistas famosos para as passarelas da cidade, foi um dos motivos que alavancaram a criação de cadernos de moda nos principais jornais locais.

Samuel Mendes Vieira (Pós-graduação em Moda, Cultura de Moda e Arte ( IAD/UFJF))
Para além das amarras: mulher, corpo e roupas (1900-1920)
Resumo:
O presente trabalho pretende mostrar que a história da mulher e a história da moda se entrelaçam e ambas dizem muito uma da outra. Em parte, a gênese da emancipação da mulher começa a se construir na transição do século XIX para o século XX, e é nas roupas e na busca de uma nova relação com o corpo que os primeiros sinais da liberação feminina se esboça. A Revolução Industrial iniciada no século XIX fez gerar o sistema de classes, e com ele dois perfis femininos, uma pertencente a uma elite patriarcal, fruto da riqueza promovida pelas máquinas e a outra, pertencente à classe popular, que rompeu as portas dos lares e saiu às ruas para complementar a renda familiar indo trabalhar nas tecelagens. O século XX se inicia com uma guerra que resultará numa troca de papéis, a mulher irá assumir postos de trabalhos antes nunca ocupados. O objetivo geral do trabalho é mostrar que os fatores sociais proporcionaram uma circulação cultural, bem como, uma fusão de valores populares e elitistas resultando numa reformulação das roupas, que no início do século XX se tornaram mais fluidas e funcionais, demarcando o início da emancipação feminina

Pedro Luiz Abbud (Pós-graduação em Moda, Cultura de Moda e Arte ( IAD/UFJF))
O café e a Moda: Mulheres Capitalistas do Vale Cafeeiro e sua relação com a moda na segunda metade do séculoXIX.
Resumo:
A Moda, como criação artística e cultural ininterrupta, leva-nos a muitas reflexões. A partir desta premissa de observação da moda como elemento transformador sociocultural, começamos a enxergá-la não como frívola, mas como elemento revelador de hábitos e comportamentos, de posições sociais e gestuais de uma época, entrelaçando-se com outras frentes do conhecimento como a antropologia, a sociologia, a história e suas vertentes, como historia social, de gênero, regional e a micro história.
O presente trabalho aborda as relações entre a moda e a economia cafeeira no Sul-Fluminense na segunda metade do século XIX. A partir da discussão sobre o que é a moda, e suas relações com o contexto sócio-econômico do Sul Fluminense cafeeiro, é feita a análise das fugas aos padrões por parte de mulheres capitalistas que, ao assumirem os negócios da família, abdicam da moda vigente e abraçam um vestuário austero, como o dos homens da época.

24/6/2009
14:00 às 15:30
Sala a definir
Angela Furtado Terra ( ex aluna do Curso Artes e Design, IAD – UFJF)
Planejamento de Coleção Lima da Terra primavera-verão 2008/2009
Resumo:
O conhecimento do processo de criação de uma coleção de moda é fundamental para o desenvolvimento do projeto, em todas as suas instâncias. O planejamento possibilita a orientação do estilista desde a escolha do tema até a confecção do look final e norteia o trabalho dos segmentos industrial, comercial e de marketing. Este trabalho parte de uma pesquisa bibliográfica, a fim de analisar e compreender como ocorre a formatação de uma coleção, apresentando, como estudo de caso, o planejamento da coleção primavera - verão 2008/2009 da marca Lima da Terra.

Rosane Preciosa ( Prof. do IAD)
Anotações sobre Moda e Antropofagia
Resumo:
A cultura brasileira se move no terreno acidentado das mestiçagens, portanto, a questão da alteridade vem sendo central para buscarmos entender nossas práticas artísticas. Devorar, misturar e subverter repertórios constitui-se, para nós, em estratégia fundamental. Esse é o legado do poeta e ensaísta Oswald de Andrade, para quem nossa cultura, em permanente diálogo com a européia, é capaz de combinar elementos heterogêneos, de forma a inventar arranjos singulares híbridos. Entendemos que esse modo de funcionamento presente em nossa cultura não só nos desatrela de uma condição subalterna, como nos leva a responder de forma original a toda sorte de contaminações.

Essa comunicação, em sua versão inicial, busca pensar a moda brasileira inserido-a no âmbito dessas discussões, levando em conta sobretudo seu trânsito por fluxos de informação tanto globais quanto locais. Parece-nos que pensar moda brasileira, à luz dessas questões, pode nos dar subsídios para entender melhor como ela vem se configurando na cultura contemporânea.

domingo, 21 de junho de 2009

Programação GT de MODA

GT MODA
Coordenação: Rosane Preciosa

PÔSTERES

23/6/2009 - 18:00 às 19:00 hs


Ainda há espaço para alfaiates no mundo do pronto para vestir?
Paula Campos de Castro (Pós-graduação em Moda, Cultura de Moda e Arte (IAD/UFJF)
Resumo:
O trabalho tem por objetivo fazer uma reflexão sobre as perspectivas de futuro da alfaiataria. Trata-se de um ligeiro levantamento histórico do ofício ao longo dos anos no mundo. As características e a hierarquia que os alfaiates utilizam para desenvolverem suas tarefas, também foram abordadas. Para situar as condições atuais da profissão no Brasil, buscamos o desenvolvimento da Indústria do Vestuário e a forte influência dos imigrantes europeus no setor.
Urbanóide – o corpo incômodo: o corpo e suas relações com o espaço
Selma Flutt Barbosa (Pós-graduação em Moda, Cultura de Moda e Arte ( IAD/UFJF))
Resumo:

23/6/2009
14:00 às 15:30
Sala a definir
Angela Furtado Terra ( ex aluna do Curso Artes e Design, IAD – UFJF)
Planejamento de Coleção Lima da Terra primavera-verão 2008/2009
Resumo:
O conhecimento do processo de criação de uma coleção de moda é fundamental para o desenvolvimento do projeto, em todas as suas instâncias. O planejamento possibilita a orientação do estilista desde a escolha do tema até a confecção do look final e norteia o trabalho dos segmentos industrial, comercial e de marketing. Este trabalho parte de uma pesquisa bibliográfica, a fim de analisar e compreender como ocorre a formatação de uma coleção, apresentando, como estudo de caso, o planejamento da coleção primavera - verão 2008/2009 da marca Lima da Terra.

Andrea Carneiro de Andrade (Pós-graduação em Moda, Cultura de Moda e Arte ( IAD/UFJF))
A Estética da Sedução: Darci abi-Nasser e a moda em Juiz de Fora nas décadas de 1970 e 1980
Resumo:
Darci Abi Nasser foi uma personalidade importante na divulgação da moda em Juiz de Fora nas décadas de 1970 e 1980. Pretendemos mostrar como o empresário  ajudou a criar um público de moda, investindo em desfiles ousados e criativos para a época. Também  gostaríamos de levantar a hipótese de que a teatralidade de Darci ,que investia dinheiro do próprio bolso para trazer artistas famosos para as passarelas da cidade, foi um dos motivos que alavancaram a criação de cadernos de moda nos principais jornais locais.  


Samuel Mendes Vieira (Pós-graduação em Moda, Cultura de Moda e Arte ( IAD/UFJF))
Para além das amarras: mulher, corpo e roupas (1900-1920)
Resumo:
O presente trabalho pretende mostrar que a história da mulher e a história da moda se entrelaçam e ambas dizem muito uma da outra. Em parte, a gênese da emancipação da mulher começa a se construir na transição do século XIX para o século XX, e é nas roupas e na busca de uma nova relação com o corpo que os primeiros sinais da liberação feminina se esboça. A Revolução Industrial iniciada no século XIX fez gerar o sistema de classes, e com ele dois perfis femininos, uma pertencente a uma elite patriarcal, fruto da riqueza promovida pelas máquinas e a outra, pertencente à classe popular, que rompeu as portas dos lares e saiu às ruas para complementar a renda familiar indo trabalhar nas tecelagens. O século XX se inicia com uma guerra que resultará numa troca de papéis, a mulher irá assumir postos de trabalhos antes nunca ocupados. O objetivo geral do trabalho é mostrar que os fatores sociais proporcionaram uma circulação cultural, bem como, uma fusão de valores populares e elitistas resultando numa reformulação das roupas, que no início do século XX se tornaram mais fluidas e funcionais, demarcando o início da emancipação feminina


23/6/2009
15:30 às 17:30
Sala a definir

Pedro Luiz Abbud (Pós-graduação em Moda, Cultura de Moda e Arte ( IAD/UFJF))
O café e a Moda: Mulheres Capitalistas do Vale Cafeeiro e sua relação com a moda na segunda metade do séculoXIX.
Resumo:
A Moda, como criação artística e cultural ininterrupta, leva-nos a muitas reflexões. A partir desta premissa de observação da moda como elemento transformador sociocultural, começamos a enxergá-la não como frívola, mas como elemento revelador de hábitos e comportamentos, de posições sociais e gestuais de uma época, entrelaçando-se com outras frentes do conhecimento como a antropologia, a sociologia, a história e suas vertentes, como historia social, de gênero, regional e a micro história.
O presente trabalho aborda as relações entre a moda e a economia cafeeira no Sul-Fluminense na segunda metade do século XIX. A partir da discussão sobre o que é a moda, e suas relações com o contexto sócio-econômico do Sul Fluminense cafeeiro, é feita a análise das fugas aos padrões por parte de mulheres capitalistas que, ao assumirem os negócios da família, abdicam da moda vigente e abraçam um vestuário austero, como o dos homens da época.

Rosane Preciosa ( Prof. do IAD)
Anotações sobre Moda e Antropofagia
Resumo:
A cultura brasileira se move no terreno acidentado das mestiçagens, portanto, a questão da alteridade vem sendo central para buscarmos entender nossas práticas artísticas. Devorar, misturar e subverter repertórios constitui-se, para nós, em estratégia fundamental. Esse é o legado do poeta e ensaísta Oswald de Andrade, para quem nossa cultura, em permanente diálogo com a européia, é capaz de combinar elementos heterogêneos, de forma a inventar arranjos singulares híbridos. Entendemos que esse modo de funcionamento presente em nossa cultura não só nos desatrela de uma condição subalterna, como nos leva a responder de forma original a toda sorte de contaminações.

Essa comunicação, em sua versão inicial, busca pensar a moda brasileira inserido-a no âmbito dessas discussões, levando em conta sobretudo seu trânsito por fluxos de informação tanto globais quanto locais. Parece-nos que pensar moda brasileira, à luz dessas questões, pode nos dar subsídios para entender melhor como ela vem se configurando na cultura contemporânea.

sábado, 20 de junho de 2009

participação na SFRA 2009, Atlanta, GA, USA


De 9 a 17 de junho deste ano participei do Encontro Anual da Science Fiction Research Association (SFRA), realizado com apoio do Georgia Institute of Technology (GeorgiaTech) no Hotel Midtown em Atlanta, GA, EUA. O tema do encontro deste ano foi Engineering the Future and Southern-Fried Science Fiction and Fantasy. Apresentei comunicação com o título “Exploring Realism in SF cinema: a focus on Children of Men”, que corresponde a parte de minhas atuais preocupações com respeito ao emprego de técnicas realistas no cinema de ficção científica. Como de costume (participo dos encontros e sou membro da SFRA desde 2007), o evento foi bastante produtivo, com rica troca de informações entre os participantes.

No próximo encontro, na cidade de Carefree, Arizona, em junho de 2010, provavelmente serei responsável por uma mostra internacional de curtas de ficção científica. Pensei em programar algo com o título “Just a matter of time”, para incluir uma seleção de filmes sobre viagens no tempo, como La Jetée (1962), de Chris Marker, Barbosa (1988), de Jorge Furtado, Loop (2002), de Carlos Gregório, O Fim (1975), de Elie Politi, Palíndromo (2001), de Phillipe Barcinski, e outros.

Devo comentar também que fui convidado a integrar o júri do Mary Kay Bray Award, prêmio concedido ao melhor texto (artigo, entrevista ou resenha) publicado na SFRA Review (http://www.sfra.org/review).

Mas a melhor notícia talvez seja mesmo a aceitação de minha proposta de realização da SFRA 2014 no Brasil, em São Paulo ou Juiz de Fora. Para isso precisaremos de uma equipe de cerca de cinco pessoas, pelo menos, para cuidar da organização local. Se a escolha for Juiz de Fora, tenho certeza de que o Inst. de Artes e Design da UFJF e o MAMM têm plenas condições de acolher o evento. Além disso, estou certo de que a infra-estrutura hoteleira de Juiz de Fora também oferece condições para a realização do encontro internacional. Seria a primeira edição da SFRA no hemisfério sul. E temos cerca de quatro anos para cuidar disso.

Com respeito a Atlanta, vale dizer que se trata de uma cidade americana de grande porte, com muitos contrastes e, aparentemente, muito ciosa de seu passado e seu futuro. A história da cidade convive em aparente harmonia com seu cotidiano. Isso pode ser verificado na arquitetura, bem como nas atrações oferecidas. Atlanta é a cidade natal de Martin Luther King (e onde o ativista foi sepultado) e de Margareth Mitchell, autora de Gone with the Wind, o romance que deu origem ao famoso filme com Vivien Leigh e Clark Gable. A história de Atlanta pode ser resgatada em lugares como o Margareth Mitchell Museum, em Midtown, ou o Museu da Coca-Cola (Atlanta abriga o quartel-general da empresa), no centro da cidade. O Memorial Martin Luther King, na região leste, também conserva parte do patrimônio histórico da cidade. O presente e o futuro podem ser contemplados nos estúdios da CNN ou na skyline do centro financeiro.

Sobre o Georgia Institute of Technology, vale dizer que se trata de uma das mais – senão a mais – importante instituição de ensino superior da Georgia. Popularmente conhecido como GeorgiaTech (ou simplesmente GT), a universidade incorpora um bom número de laboratórios de alta tecnologia e aparenta grande preocupação com a pesquisa de ponta e a inovação. Como de costume nos EUA, empresas privadas investem em pesquisa na universidade. Exemplo é o laboratório financiado pela Ford.
Visitei a Biblioteca Central da GT e a School of Literature, Communication and Culture, onde a atual presidente do SFRA, Dra. Lisa Yaszek, leciona. Na Biblioteca encontrei um laboratório multimídia muito bem equipado e aconchegante, com diversos computadores Apple e PC, tanto para consulta de acervo quanto para realização de trabalhos específicos. Constatei a presença, em meio a esses equipamentos, de duas pequenas ilhas de edição com CPU, VCR, DVD, Super-VHS e Mini-DV players/recorders. Estavam constantemente ocupadas por alunos que faziam trabalhos em audiovisual. A poucos metros dali, um acervo de DVDs não muito grande, porém muito bem selecionado, compreendia títulos como os volumes do Treasures from American Film Archives e a coleção Unseen Cinema, entre várias outras obras de origem internacional. Bastava escolher um ou mais títulos e levar a(s) caixinha(s) ao funcionário da videoteca, que emprestava os DVDs para visionamento numa espécie de lounge bem confortável. Assisti a alguns filmes nesse lounge usando meu próprio notebook.

Este é um resumo de minhas experiências e impressões de Atlanta e da GeorgiaTech, as quais gostaria de dividir com a comunidade do IAD-UFJF no sentido de contribuir para o constante crescimento e melhoria de nossa infra-estrutura e sistema de trabalho. Desde já coloco-me à disposição para discutir este assunto em maior profundidade com alunos, funcionários e professores.